Excertos do texto Pequenos Milagres Diários de Fausta Cristina

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O texto que se segue não é meu. É de uma mulher, educadora e mãe que se chama Fausta Cristina. Ela tem um filho e duas filhas. Uma das meninas tem autismo. Peguei algumas partes do texto que ela escreveu porque achei que tem tudo a ver com o que estamos conversando aqui (as partes entre parêntesis são comentários meus). Ele é um pouco longo mas acho que vale a leitura. Quem quiser ler o texto na íntegra é só clicar http://mundodami.com/2017/03/21/pequenos-milagres-diarios/

“(…) Ontem à noite, eu estava conversando com uma querida amiga e ela me falava amargurada do que tem passado com a filha de onze anos. Vocês sabem, entrada na adolescência, rebeldia que surge de repente, contestação a tudo, quarto desarrumado, portas batidas…

Eu justamente dizia para a minha amiga que ela se preparasse para esta fase que é, sim, muito chata e nos deixa a todos nervosos. Mas sugeri que ela tentasse viver isso com a maior leveza possível sem colocar tanto peso. Pois isso não é nada mais que uma fase que a gente sabe que passa (assim como passaram as cólicas e o choro durante a madrugada). Por mais que essa fase seja chata e difícil, o foco principal não pode fugir da nossa frente: significa que seu filho ou filha está bem, se desenvolvendo como esperado. Está saudável, está crescendo.

Não se trata de ignorar malcriações, não se trata de negligenciar o papel da educação. Nada disso. Trata-se apenas de buscar, mesmo em situações difíceis, não adicionar peso ao que estamos vivendo ao olhar só para o que chamamos de problema e reforçar o lado ruim com queixas, reclamações e cobranças em excesso.(…)

(…) Quantas vezes nós nos perdemos nas dificuldades tão comuns à vida de todos e esquecemos de olhar em volta? Quantas vezes com a cabeça carregada de preocupações nós não deixamos de curtir os momentos únicos deste milagre que chamamos vida e que fariam memórias deliciosas para um futuro sobre o qual sabemos tão pouco?

Quantas vezes com receio deste futuro desconhecido meio que esquecemos que a vida passa de qualquer jeito, deixando saudades até mesmo dos tais momentos ruins? Assim o dia passa, as risadas são esquecidas, o carinho é negado e a pressa permitida… Só que correria, mal humor ou a pena que sentimos de nós mesmos não nos trazem nenhum ganho e ainda impedem a memória de registrar os pequenos milagres diários.

Logo mais, no vazio que resta ao final de toda jornada de queixas, iremos lamentar a falta de tempo ou iremos nos ocupar de distrações para não pensar em tudo o que temos deixado se perder.

E vamos encontrar culpados para o que é fruto da cor de lente que escolhemos para ver a vida. Os dramas existem e os problemas também. Mas alguns deles não merecem o valor que damos e não devem nos sugar em demasia. ”

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